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Mãe Coruja: Até que Ponto a Superproteção Pode Prejudicar seu Filho?

Maternidade

O termo “mãe coruja” é amplamente usado para se referir a mães que protegem seus filhos de qualquer situação. A origem da expressão deriva da fábula “A Coruja e a Águia”, do escritor francês La Fontaine, com adaptação de Monteiro Lobato para o Brasil.

No entanto, ela surgiu para expressar uma ideia diferente de superproteção. A história mostra o amor verdadeiro entre a mãe e seus filhos. Um sentimento sem imperfeições, puro e sincero.

De acordo com a fábula, a Coruja encontra a Águia e diz:

– Ó Águia, se vires uns passarinhos muito lindos num ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá! Não os devore, pois são meus filhos!

A Águia lhe prometeu que não o faria. Em seguida, voou e encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos os filhotes ali. Quando a Coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter uma conversa com a Águia. Perguntou aflita:

– Ó Águia, tu foste falsa porque me prometeste que não comeria meus filhinhos, mas mataste todos!

Águia respondeu:

– Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos depenados, sem bico e com os olhos tapados, e os comi. E como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos entendi que não eram esses.

– Pois eram esses mesmos, disse a Coruja.

– Pois então não sou eu que estou errada, tu que me enganaste com a tua cegueira.

Moral da história: Aos olhos das mães, os filhos são sempre perfeitos e lindos.

Por isso que dizem que não existe amor maior que o de mãe. O termo “mãe coruja” se expandiu com o tempo e hoje, além de representar a mãe que admira muito seu filho e tudo que ele faz, também remete àquelas que são superprotetoras. E o como o nome mesmo indica, isso pode ser um problema.

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A proteção excessiva da “mãe coruja”

Ser mãe muda completamente a vida da qualquer mulher. Em todas as áreas, seja no trabalho, no lazer, nos estudos. Tudo se transforma. A partir do momento da descoberta da gravidez, são nove meses de planejamento para a chegado do bebê.

O nascimento traz mais uma mudança e também os sinais se a mãe pode ou não ser aquela coruja clássica. Querer proteger seu filho dos perigos do mundo eterno é totalmente natural. Contudo, existem os casos extremos.

Algumas mães passam a criar o filho em uma bolha, o privando de toda e qualquer situação que ela julgue nociva a ele. Elas não percebem que suas ações são prejudiciais à criança, podendo ter consequências graves no futuro.

Os psicólogos chamam essa atitude de esquiva, que representa uma forma de prevenir supostos cenários perigosos para a criança. A fim de evitar a situação imaginária, a mãe supre comportamentos que eliminam essa possibilidade.

De modo geral, ela sempre age pensando no bem-estar do filho. O problema é essa bolha criada por meio da superproteção, prejudica o desenvolvido da criança. Ao crescer, ela se torna um adulto irresponsável, uma pessoa incapaz de resolver seus próprios problemas.

Existe vários sinais que mostram o quanto a mãe pode estar em um comportamento de superproteção. Mas três são quase de lei:

  • Preocupação frequente com possíveis ameaças
  • Sentimento de culpa quando uma situação foge do seu controle
  • Cobrança excessiva de si mesma e de outras pessoas ao redor para que seu filho não sofra

Os danos causados pela superproteção

A superproteção materna age com um paradoxo, pois ao mesmo tempo que você, de fato, protege seu filho, também o coloca em risco. Como assim? Vamos refletir um pouco, como você aprendeu tudo que sabe hoje?

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Os estudos fazem parte, entretanto, se pensarmos bem, em qualquer área da vida, nós só aprendemos quando fazemos. Nós evoluímos como pessoas por meio das experiências. Podemos ter todo o estudo do mundo, se deixarmos de viver e de experimentar o mundo lá fora, aprenderemos muito pouco no final das contas.

A mãe que limita a vivência do seu filho para protegê-lo, também o impede de crescer. De ser uma pessoa capaz de tomar as próprias decisões, de resolver problemas, propor soluções, correr atrás dos seus sonhos. E principalmente, ficar uma pessoa ineficaz diante do mundo.

Isso quando não há os atritos na adolescência. Nessa fase da vida, o filho entra em contato com descobertas que confrontam a superproteção da mãe, por consequência, muitos deles vão em busca da “liberdade”. Quando isso acontece, o paraíso estremece com conflitos diários. Então, frases como “Ele ficou rebelde do nada” e “Ele não era assim”, ficam cada vez mais frequentes.

5 sinais de que você é uma mãe superprotetora

Às vezes, precisamos de um choque para cair na real. Muitas mães não têm ideia de que se comportam como superprotetoras. Quando descobrem sobre suas ações e o quanto elas podem ser prejudiciais aos seus filhos, tentam mudar. Mesmo que seja difícil.

Por isso, selecionamos aqui alguns sinais que sugerem um comportamento superprotetor. Se for o caso, pare e repense seus conceitos.

1 – Tentar resolver todos os problemas da criança

Seja o problema que for, mães superprotetoras não deixam o filho sequer pensar em alguma solução. Elas assumem o comando da situação e levam o contratempo para bem longe.

2 – Garantir o sucesso dos filhos a qualquer custo

Leia-se, qualquer mesmo! Em casos extremos, existe mães que subornam pessoas e instituições para seu filho não ter nenhum tipo de decepção. Mães assim, não querem que seu “bebê” viva os sentimentos de frustração e erro.

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3 – Controlar amizades

Toda mãe (e pais também) devem ficar de olho nas amizades dos filhos. Afinal, infelizmente existem pessoas de má índole a solta. Porém, quando isso acontece, a interferência tem que vim de forma conversada e não imposta.

No caso da superproteção ela vem pior ainda. A mãe tende a julgar qual pessoa é ideal para ter amizade com seu filho. Ela decide quem ele pode ou não ter certa convivência.

4 – Isentá-lo das tarefas da casa

Conceder responsabilidades de certos afazeres da casa para seu filho é uma ação muito importante. Uma vez a criança exerce a disciplina, ela passa a entender melhor sobre o pertencimento à família, a cooperação e o trabalho em grupo. Além de ter senso da reciprocidade e do funcionamento social.

5 – Maquiar a realidade do mundo

Esse é o famoso colocar o filho dentro de uma bolha. A mãe superprotetora aqui, vive em negação com o mundo externo. Ela tenta iludir o filho que a vida fora de casa também é perfeita. Todas as pessoas são boas, não existe injustiça ou qualquer tipo de maldade.

Então, se identificou com algum sinal citado? Lembre-se dos ensinamentos de nossos avós: criamos nossos filhos para o mundo. Por isso mesmo é preciso deixá-los viver. Cuide, apoie, aconselhe, ajude até onde puder e ame. Mas não prenda seu filho sob sua saia. Ensine-o a enfrentar o mundo e ele sempre voltará para você depois das conquistas.

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